Escolha um tom e numere os acordes
No tom de Dó os sete acordes são Dó, Rém, Mim, Fá, Sol, Lám e Si dim. Os músicos numeram com algarismos romanos: I, ii, iii, IV, V, vi e vii°.
É aí que está o segredo. Pensando em números você leva a progressão para qualquer tom sem reescrever nada: o padrão permanece e as letras mudam.
As quatro progressões que sustentam a música popular
Aprenda-as como formas que você reconhece de ouvido, não como listas de letras. Cada uma tem uma tensão emocional própria, e por isso voltam sempre.
- I–V–vi–IV — a progressão pop: luminosa, familiar, reaproveitável
- vi–IV–I–V — o mesmo ciclo começando depois; soa mais nostálgico
- ii–V–I — chegada forte, espinha dorsal do jazz e ótima virada de refrão
- I–vi–IV–V — o ciclo doo-wop dos anos 50 que ainda aparece
Dê ritmo à progressão
Os mesmos quatro acordes soam completamente diferentes conforme o tempo de cada um. Um compasso para cada é neutro; dois compassos no primeiro e um nos demais criam um verso que respira.
Bata a mão ou toque um padrão simples em vez de segurar acordes em bloco. O ritmo é o que transforma um ciclo harmônico em música.
Ouça antes de escrever
Montar a progressão em um criador de músicas interativo deixa você mover os acordes e ouvir o resultado na hora, sem escrever nada. Você vai descartar três versões e manter a quarta — isso é normal.
Coloque em loop e cante por cima. Se a melodia sai fácil, a harmonia está funcionando; se você briga com ela, troque um acorde em vez de forçar a melodia.
Troque um acorde e a música é sua
O último passo é não soar como outra pessoa. Troque o IV por um ii, substitua o V por um acorde emprestado do modo menor ou adiante um acorde para cair no contratempo.
Uma substituição deliberada sobre um padrão conhecido já basta. É essa mudança que o ouvinte guarda como o seu som.